Um Guia para a Vida Académica ・゚゚・.

Olás amorzinhos!
Espero que esteja tudo a correr em com vocês.

Como sabem fiz 19 anos dia 1 de Outubro! Digo-vos que o dia correu super bem, diverti-me imenso com os meus amigos e família e tive imensas prendas incríveis. E é de salientar que comi um delicoso katsudon num restaurante japonês em Matosinhos. Depois o meu bolo era uma mala de viagem a dizer que brevemente vou à Disneyland Paris; estou super ansiosa! Vai ser dia 10, 11 e 12 de Novembro. Prometo-vos que irei fazer um post gigante, carregado de fotos quando chegar da viagem. Para finalizar recebi um Surface Pro 4 da Microsoft, finalmente tenho algo decente para trabalhar na faculdade em vez de andar com milhares de folhas misturadas e 

Mas hoje vim falar-vos da vida académica. Posso-vos dizer que o meu primeiro ano de caloira foi algo atribulado. Como todos dizem cá em Portugal quis "sentir tudo de todas as maneiras". Fiz uma mini-lista das principais coisas que notei quando entrei na universidade. Isto com base no estudo em Portugal; caso algum brasileiro estiver a ler o post poderá ficar confuso relativamente a várias coisas (penso que no Brasil não há praxe? Também não sei como funcionam os horários lá e etc), isto é tudo vindo da minha experiência pessoal.

Na Faculdade
Lɪʙᴇʀᴅᴀᴅᴇ
A coisa que se repara mais quando se entra na faculdade é a liberdade que se tem. De certa forma no secundário já tinhas alguma liberdade em passear e a fazer as tuas coisas (já não tens a ajuda dos teus pais nos trabalhos da escola como no 9º ano), mas quando estás na faculdade já és considerado um adulto. Aqui os teus pais não têm qualquer tipo de palavra, a responsabilidade é somente tua. Tens a liberdade de faltar às aulas e ou deixar cadeiras, mas depois se chumbares a culpa vai ser toda tua e não tens a quem atirar essa culpa. Na parte de faltar às aulas, eu faltei a imensas teóricas porque tinha que acordar cedo e dizia a mim mesma "Eu depois apanho a matéria com os powerpoints que eles enviarem", mas nem sempre é assim e acreditem que sofri um bom bocado nos exames por ter faltado a várias aulas importantes. Com a liberdade vem a responsabilidade, estão sempre interligadas e em equilíbrio!


Aᴜʟᴀs
Na primeira semana, sei muito bem... vais a todas as aulas, sejam elas práticas e teóricas, apontas tudo mesmo, até quando o professor espirrar, tu apontas! Estás super dedicado a "vou mesmo empenhar-me para passar a tudo!". Passado duas semanas já estás tu a acordar às 6 da manhã a olhar para o relógio e a pensar mesmo se é necessário ir àquela teórica das 8 da manhã. E as práticas já se tornaram tão impossíveis de se perceber, que só estás mesmo lá para marcar presença e assinar. Depois para tirar o peso da consciência vais a uma e não percebes um corno. Para quem vive perto é mais fácil ir às aulas teóricas, mas para quem vive longe e demora muito tempo a chegar à faculdade raramente mete lá os pés. Sei o quanto custa sair de casa só para uma aula no meio do dia. Por isso não te sintas mal por faltares àquela teórica da parte da manhã.


Tᴇᴍᴘᴏ
A luta dos horários todos os semestres é constante. Tens que ser sempre pontual para escolher o melhor horário o mais rápido possível. Normalmente no primeiro ano eles entregam-te o horário dos dois semestres, mas depois nos anos seguintes tens o poder da escolha consoante as vagas que existem para cada cadeira. Pode-te calhar um horário fixolas como um horário horrível por isso é necessário ser-se rápido para não ficar com as piores. Mesmo que te calhe um horário até bom, pode dar-te aquela sensação de "Ei! Até fiquei com uns dias e tardes livres!" Nunca desperdices essas tardes/dias livres a brincar (como eu fiz no 1º semestre), depois quando chegar a altura dos exames vais-te arrepender de não ter estudado mais cedo.


Pʀᴏꜰᴇssᴏʀᴇs
Se achas que os professores são todos iguais na faculdade, estás muito enganado. Tal coisa não existe, ou tens sorte ou tens muito azar. O que me aconteceu com uma cadeira no 2º semestre foi ter muito (mas muito mesmo) azar. Pode-te calhar um professor fixe, mais acessível e que explique a matéria de maneira clara (esses são raros). Como pode-te calhar um professor que honestamente não quer saber se estás a perceber qualquer "merda" que ele está para ali a dizer, e fazer-te chumbar porque sim! Porque olha, não gostou da tua cara e decidiu dar-te 9.4 só para teres que repetir a cadeira. O que me aconteceu a mim foi ter-me dado a cotação do meu exame e eu pedi para rever; fui 4 VEZES ao gabinete dele para poder rever o exame e ele não me deixou (digo-vos que isto é ilegal); mas como ia repetir a cadeira e não queria fazer queixa, comi e calei (infelizmente é o que se tem que fazer na maioria das vezes...)


Exᴀᴍᴇs
Por acaso tive sorte. O meu colégio preparou-me muito bem para o tipo de exames que a universidade tem. Mas repara; na escola, na maioria das vezes, davam-te os objetivos para o teste, havia aulas de revisões e para tirar dúvidas... isso não existe. Se tiveres alguma dúvida é mandar um email ao teu professor com bastante antecedências para ele te responder e para estudar. É tudo. O semestre todo. Se aprendes-te 3 livros de 7cm de grossura vais ter que saber tudo porque nunca vais saber o que sair. É como se fosse um exame nacional! Só que imagina teres um em todos os dias da semana. É o real desespero. Depois acontece o que tinha falado antes, brincas o semestre todo e depois oops, chegam os exames e não sabes nada. É um ciclo vicioso tenho que admitir, mas sempre temos os recursos para salvar a nota. E isto se o exame não for a descontar (ou seja, por cada resposta errada tiram-te x pontos...)


Fora da Faculdade
Pʀᴀxᴇ
O tema que todas as notícias gostam de falar nesta altura do ano! Afinal o que é a praxe? é um conjunto de regras e regulamentos que regem as relações hierárquicas e sociais da comunidade estudantil. A praxe é, pois, o conjunto de determinações respeitantes ao protocolo e etiqueta que orientam o modus procendi e o modus operandi do estudante, no exercício da sua cidadania académica e vivência das várias manifestações da Tradição. Resumindo: os doutores praxam os caloiros (fazem as brincadeiras deles) e assim adiante. Eu experimentei, não gostei. Há quem ame e viva a praxe, e respeito-os óbvio. Mas eu não me sentia confortável. Acredito que a praxe cria grandes amizades e que seja algo inesquecível. É muito subjetivo. Escusado será dizer que ninguém é obrigado a entrar, mas é algo que só se pode opinar após ter sido experimentado.


Jᴀɴᴛᴀʀᴇs ᴅᴇ ᴄᴜʀsᴏ
No meu caso, já fui a bastante jantares de curso. Os jantares de curso costumam ser mensais, e juntam caloiros, doutores e veteranos do curso num jantar de muita bebida e cantoria. Nada tem a ver com a praxe; trata-se apenas de convivência entre os estudantes do curso em que estás. É ótimo para conhecer mais gente que partilhe a mesma paixão que tenhas, mas péssimo se fores como eu: não for alcoólica. Adoro beber, até certo ponto. Na maioria das vezes quase 90% das pessoas ficam bêbedas e destroem literalmente a diversão da festa, porque gente bêbeda nunca é engraçada e muito menos quando és tu a tomar conta delas para não caírem ao chão ao fazerem alguma asneira na rua... por isso normalmente vou apenas ao jantar e logo de seguida retorno a casa.


E é isto amores! Claro que isto é tudo no meu ponto de vista e nas vossas faculdades podem ser bastante diferentes. Este é o meu guia para vida académica; e acho que é sempre bom as pessoas que vão entrar na faculdade terem uma ideia do ambiente e de como as coisas são.

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